quinta-feira, 27 de junho de 2013

Capa Aberta de Remissão + desabafo da autora



 Após cinco anos, mais de 1500 páginas, muito trabalho, dor, lágrimas e suor, enfim a saga da banda Jishu chega ao seu final. Em agosto estarei disponibilizando para venda o livro REMISSÃO que encerra a trajetória de Ken, Ninomura, Shuichi, Aiko e Kin. A banda Jishu começou num sonho meu de escrever algo pequeno, apenas para entreter, mas tomou proporções enormes, tornou-se um marco na vida de muitos leitores, trouxe-me amizades e inimizades, e enfim, conseguiu cavar fundo na ferida da dita aparência social que nos cerca.
 


Teve de tudo. Pessoas normais, loucas, amadas, odiadas, lindas e feias, de todas as concepções. Lidou com assuntos que doem: prostituição, idolatria, amor, falsidade, amizade... enfim, durante os três livros dancei no universo de uma banda de cinco garotos que precisa fingir o que não são para manter um sucesso que nem sempre os faz feliz.




Muitos autores sonham em ter uma trilogia com esse peso. Eu consegui.  Não vou minimizar meu feito, porque sinceramente não preciso. Rendição e Redenção são alguns dos livros mais vendidos do Bookess. No Clube de autores também tiveram muitas vendas. Nos sites que estão disponíveis para leitura, tem – e muita – gente lendo.


 
Remissão caminha em direção ao mesmo futuro. No site em que minhas leitoras betas acompanham antes de eu corrigir e transformar em livro, reparem na quantidade de comentários:



E o último capítulo ainda não foi postado! Então, imagino que com o último capítulo postado vou chegar a 2.700 comentários fácil.  Sou autora de fanfics a muitos anos e sei que essa quantidade de comentários num mundo original é quase utópico, impossível, então... nem tenho palavras.


A trajetória da trilogia só aconteceu por alguns apoios nos momentos difíceis. Num momento em que muita gente boicotou Rendição, Nina (a pessoa que fez o prefácio do livro 1) e Yara mantiveram-se leitoras fieis. Quando a média de 100 comentários por capítulo caiu para 1 ou 2, foram as duas que comentavam e surtavam publicamente, lixando-se para quem não gostava.


Com Redenção, Fabi, Dani e Isa apareceram. Fabi, aliás, fez o prefácio do livro 2. Fabi é uma autora audaciosa, incrível, e foi ela que me deu dicas e criticas construtivas. Fabi trouxe de volta o gosto dos comentários, aquilo que eu tinha perdido com o boicote. Dani foi a pessoa que me manteve com os pés no chão. Acho que ela não sabe da importância que teve pro livro, mas é bom contar agora, muito das coisas que surgiram, até mesmo da vontade de escrever, veio da cobrança dela. Isa, a minha convidada para escrever o prefácio da despedida, era minha alma gêmea comentando o que eu sempre tinha vontade de falar mas não podia pela ética de autora. Tão doida quanto eu, não é a toa que sou louca por ela.


Samy sempre será lembrada por mim como a pessoa que defendeu Shuichi quando ninguém mais fazia. Bárbara como a pessoa que peitava o personagem, e dizia o que pensava dele, sem medo nenhum de quem não gostava.  As duas tiveram coragem porque em nenhum momento ficaram neutras. Outras acompanharam, mas foram elas que me marcaram.


Tesho era quase sempre a primeira a comentar, então quando eu postava, sempre ficava aguardando o comentário dela aparecer na minha caixa de mensagens. Yukari era a que mais me fazia rir, porque ela sempre tinha as melhores teorias sobre a trajetória da fic, infelizmente não pude usar a de Shipou-san, mas... E tinha a Gaby, que a cada comentário, parecia resenhar a fic. Ah, como consegue ler minha alma assim?


Pri, Faby, Cyn, Gi, Louise, Bruh, Naj, Denise, e tantas que fizeram parte desse trabalho, muito obrigada pelo apoio. Sei que esqueci de citar várias (realmente, me perdoem!), mas por favor, todas as pessoas envolvidas, sintam-se de certa forma abraçadas por mim.


Aos leitores dos livros, especialmente Cássia, Catalina, Joice, Cristal, Virginia, Suelen... muito obrigada. Aos leitores anônimos, aqueles que não podem dizer que leem (recebo e-mails de educadores, ou de demais pessoas que não podem admitir que leram uma saga gay) meu muito obrigada também. Muito obrigada a todos que compraram os livros, não só da Saga Jishu, mas dos demais... ser autora nacional valeu muito por causa de vocês.


E fica aqui também o meu muito obrigada a Gabriela Tavares, a fofa que me deu a capa de encerramento. Gaby é uma artista nata, com certeza daqui a algum tempo seus desenhos e trabalhos valeram muito, mas ela me presenteou com essa capa exatamente do jeito que eu queria.

Enfim...
Vamos então à capa?




Sinopse

O tempo cura tudo...
Ninomura Kazuo escolheu recomeçar.
Ponto um: terminar uma relação que só estava lhe fazendo mal: ok.
Ponto dois: começar um novo trabalho: ok.
Ponto três:  Por que não buscar a remissão? Dar-se uma chance de conquistar aquilo que chamavam de felicidade?

...menos um grande amor.
Ken Takeshi escolheu lutar.
Ponto um: provar que era inocente e reconquistar a confiança de seu grande amor: ainda não havia conseguido.
Ponto dois:  impedir Nino de namorar outra pessoa: iria conseguir nem que custasse sua vida!
Ponto três: Por que não podia desistir da remissão? Ora! Porque ele e Kazuo eram almas gêmeas e, não importava o quê, não ia abrir mão de sua felicidade!






Enfim, chega de choradeira. Uma etapa se encerra, mas outra se inicia. Aguardem-me com mais. Outros personagens, outras lágrimas, outras vidas. Sempre há tempo de recomeçar.

Josiane Veiga

segunda-feira, 24 de junho de 2013

WattPad - Leia On Line Rendição e A Rosa entre Espinhos

Muita gente, pelo alto custo, não consegue ler minhas obras. Sempre tive essa consciência, e tirando IDC que tem contrato com uma editora, as demais obras sempre forneci via internet para quem solicitasse. Mas, apesar delas serem registradas na biblioteca nacional, fornecer ebooks não protegidos sempre é um risco. Assim, resolvi postar no WattPad Rendição e A Rosa entre Espinhos, divididas em capítulos.
Todos os dias irei atualizar, portanto quem tem interesse em ler, apartir de agora pode acompanhar por lá.


Para tanto, bastam acessar: http://www.wattpad.com/user/JosianeVeiga


terça-feira, 2 de abril de 2013

Resenha: Menina Pastora Louca - Virgínia Cunha Barros






Sinopse
Menina Pastora Louca é um apelido que Laura Rosa recebe assim que decide conhecer todas as religiões possíveis para tentar se encaixar em alguma. Ela se mete com pessoas aparentemente gentis, mas começa a perceber que não é seguro confiar demais em ninguém. Nem em si mesma. "Todos estão jogando o seu joguinho aqui. Veja se ao menos dessa fase você consegue passar". 





 Autora
A escritora Virgínia Cunha Barros nasceu em São Luís - MA e atualmente vive em Belo Horizonte - MG, prestando serviço como corretora de redações.
Desde muito cedo teve o gosto pela literatura estimulado, sendo várias vezes reconhecida na escola como "leitora do mês" por frequentar muito a biblioteca e ler livros todos os dias. Através de coleções como Girassol e Vagalume, identificou-se várias vezes com os personagens de diversos autores brasileiros, como Ganymedes José, Stella Carr, Rosana Rios e Pedro Bandeira. Chegou a ler livros avançados para a idade, que contribuíram de certa forma para seu aprendizado, embora não tivesse maturidade para compreendê-los totalmente. Um exemplo é "Teleco, o coelhinho" de Murilo Rubião.
Aos oito anos de idade, começou seu primeiro "caderno de histórias" e ganhou uma máquina de escrever de brinquedo. Aos doze, foi incentivada a escrever poemas por professores e logo passou a criar personagens e histórias mais consistentes. Com o tempo decidiu reuni-las em cadernos e se encorajou a digitá-las e posteriormente editar seus próprios livros.



E o que a Josy achou?

2° Livro Nacional de 2013. E que bela surpresa, hem?

Já ouviu falar em Virgínia Cunha Barros? Provavelmente não. Ela é praticamente uma desconhecida dentro do mundo literário nacional, que cada vez mais tem espaço para propaganda e publicidade, e cada vez menos para talento.

E isso ela é. Ela é um talento puro, já lapidado, já pronto para ser descoberta e lido por todos. Sua narrativa é ácida, mas incrivelmente bem montada. A história inteira é impecável, e dá de dez a zero em muito livro internacional.

O preço pesa, afinal de contas, é clube de autores né? Mas por menos de dez reais você compra o ebook (eu li em ebook e foi ótimo, mesmo sem o papel, o texto é tão bom que no primeiro dia que peguei li 88 paginas em menos de uma hora!)

Há algum tempo eu havia lido a sinopse do seu livro do Clube de Autores e disse: “Caramba, algo original neste mar de mesmice?”. Levei um tempo, mas enfim consegui ler a obra. E, nossa, a sinopse era apenas uma das facetas de entrada do maravilhoso livro.

Menina Pastora Louca é uma história dividida em “partes” distintas, cada uma contando a história de uma personagem. Eu senti como se fossem vários contos, todos interligados pela ânsia e busca feminina de algo a que se agarrar. A fé e o medo do desconhecido é o tema central do livro. Mas, se engana se pensa que é uma história gospel. Aliás, o tom da autora é muito mais sarcástico e cru do que doce. Por mais que o texto não seja desrespeitoso, as escolhas baseadas em uma fé cega das personagens (especialmente a jovem grega nova-cristã Ariadne) beira a loucura.

Ariadne entra em cena narrando à história de uma mulher na Roma antiga. O machismo se mescla com a trajetória de alguém que busca paz interior, mas se vê confrontada com o medo da perseguição e da punição.  O encontro da jovem grega com Paulo de Tarso é de arrepiar. Fascinada por ele, logo ela precisa anunciar o mundo tudo que conheceu, causando nela e em seu ambiente uma mudança brusca. Ariadne sai de casa, carregando a serva Sofia consigo, pronta para anunciar ao mundo as boas novas. Porém, o que ela recebe é medo e perseguição, afinal de contas, a moça se converte ao cristianismo praticamente na mesma época que Nero declara a morte aos cristãos. 

“O que doía mais era ver a criança. Não devia ter nem dez anos de idade. A violência dos soldados não distinguia mulheres, crianças, nem deficientes físicos, se houvesse algum ali.” Pag 104.


Bônus especial para a emocionante cena em que, pela primeira vez, ela percebe que era má com Sofia, sua pobre serva. Dividir o pão, e as boas novas com a pobre menina órfã foi uma das cenas mais lindas do livro.

“Jesus faz os olhos do cego se abrirem, faz o aleijado andar, e o surdo escutar. Mas o maior milagre é mudar o coração das pessoas.” Pag 72.


Sofia, na segunda fase do livro, recebe a mesma importância que Ariadne. Aliás, como não? A fé que ela teve era muito mais racional que a de sua senhora, mas não menos corajosa e autentica. Sofia conseguiu evangelizar com muita força de vontade. Vem dela também uma leitura histórica do que aconteceu com os apóstolos após Atos. Impressionante os momentos históricos que eu conhecia de forma superficial sendo narrados por uma menina que, ora temerosa, ora corajosa, tinha muito a demonstrar.

Assim que decide se tornar uma embaixadora da verdade, Sofia recebe a companhia do irmão de sua senhora: Percival. O personagem, novo cristão, está na viagem mais por Sofia do que pela mensagem. Ele foi covarde e racional a maior parte do tempo, mas quando a coisa ficou preta mesmo, ele tomou uma posição e protegeu a amiga. 

O relacionamento deles transita entre um amor fraterno e talvez algo mais forte, mas acredito que muito da paixão brotada foi abafada pelas diferenças. Apesar de novo na fé, Percival respeitava a todos os credos, diferente de Sofia, que de tão obcecada em sua religião, não conseguia ver humanidade em ninguém que seguia outra doutrina. Talvez a exceção foi a doce Isis, que a conquistou, assim como todos os leitores. Mas ambos conseguem conviver, chegam a um consenso e ainda produzem fruto (quem lê, entenda..kkk)

Laura Rosa é a personagem principal (se é que pode se considerá-la assim). A personagem é louca. Sim, completamente louca. Mas, uma loucura atiçada pelo lixo de mundo que a cerca, incapaz de lhe dar respostas que tanto anseia. Identifiquei-me muito com ela, completamente cansada e estafada de tanta coisa, buscando na solidão e nos livros a paz que tanto tenta achar. Nesse ínterim de incertezas, a garota é visitada por uma dupla de testemunhas de Jeova, que começam um curso bíblico com ela. Ah, aqui entra as tiradas inteligentes da autora, mostrando que nas pouca vezes que Laura queria ler as Escrituras, era “direcionada” apenas onde interessava aos catequistas, etc. 

Muitas pessoas odeiam a Bíblia porque conhecem dela apenas trechos isolados. Porém, quando realmente estudamos, ficamos fascinados. Por favor, não me entendam mal, não falo de crer. Tenho convicção que o próprio Deus aceita sua fé ou a falta dela. O livre arbítrio é um dom maravilhoso e ninguém precisa crer em nada nesse mundo, mas a simples menção histórica da Bíblia já é magnifica.

Voltando ao livro, percebi que Laura Rosa também foi “induzida” a algumas coisas. No estudo com os TJ ela é confrontada com a frase de que Jesus não é Deus. Porém na Bíblia, ao adorá-lo, Thomé o chama de Deus: “Senhor meu e Deus meu. Jo 20,19-31” Dizem que ele só fala isso por estar surpreso(um sinal de exclamação), mas os judeus jamais exclamavam o nome de Deus em vão. 

Tão logo Laura começa a estudar a história Biblica, tão logo ela percebe o comércio por trás.

“Pareciam querer mais vender Jesus, como verdura do dia.” Pag. 54

Esses pequenos buracos a fizeram ir atrás de mais. Pouco depois ela conhece um rapaz evangélico, e se reúne ao seu grupo para mais estudo. Ela acaba conhecendo uma daquelas igrejas vibrantes, que a seduz imediatamente. A casca bonita consegue dominá-la de tal forma que ela, sempre tão desconfiada com a intenção dos pastores, se vê dizendo a si mesma que num próximo culto levaria todo o seu dinheiro para dar de dizimo. Porém, não por muito tempo. A cada igreja nova que conhecia, conhecia ainda mais alienação e manipulação, percebia mais a diferença religiosa (que exclui) do Cristo que “morreu perdoando quem o matou” (pag. 161).

As tiradas sobre o que ela ouvia no grupo católico sobre Maria me fizeram gargalhar.

“Maria é a esposa do Espírito Santo!”
“E quem casou os dois?”
(pag 170)

E a coragem dela em enfrentar os crentes que difamavam os espiritas:

“A doutrina espírita foi fundada por Allan Kardec, no século 19! Como é que a Bíblia pode condenar uma coisa que nem existia quando foi escrita?”
(Pag. 207).

A autora foi genial nas comparações. Ela pega praticamente todos os versos bíblicos que falam sobre espiritismo e faz perguntas referindo-se a tradução. Vejam bem, a autora não defende o espiritismo, apenas indaga os motivos para tanto ódio por parte do cristianismo. 

Menina Pastora Louca traz mais perguntas que respostas, fazendo pensar. E também traz a loucura da protagonista vindo aos pontos, andando vagarosamente até nossa face... Francamente, a gente nem percebe quando a protagonista se torna alguém demente.

Além das religiões tradicionais, Laura Rosa também estudou o espiritismo e algo relacionado a sonhos (NUNCA TINHA OUVIDO FALAR). Com os olhos, aliás, bastante crédulos, afinal de contas à mãe era espirita e ela não tinha um relacionamento exemplar com a genitora.

Nessa fase do livro, algumas coisas são elucidadas, e sinceramente, fiquei muito surpreendida. A autora conseguiu uma reviravolta de me fazer abrir a boca, pasma.

Algumas pessoas podem ficar confusas com a linguagem liberal da Virginia quando narra os eventos do passado, mas ela se assemelha muito a Scliar no livro “A mulher que escreveu a Bíblia”. 

Bom, de suma sobre o livro é: É o melhor livro que já li em anos. De verdade. E olha que os livros que andei lendo ultimamente foram livros de Marion Z. Bradley, Markus Zusak e John Boyne. Virginia é de um talento que precisa de mais espaço e de leitores (não fundamentalistas... muitos ficariam horrorizados com as perguntas que ela faz).

Enfim, para mim nota máxima para o livro. Não tenho NENHUM ponto negativo a destacar ou mencionar. Obra magnifica do começo ao fim.



sexta-feira, 22 de março de 2013

Book Tour Mannequim - Resenha

 Sinopse

Tudo parecia perfeito na vida de Anne Sophie Wood após ser selecionada para o concurso mais famoso de Nova Iorque: A garota Mannequim. Porém a garota nem imagina que sua ex melhor amiga Stacy Donavan é uma de suas concorrentes, além de ter a difícil decisão de escolher quem será o seu verdadeiro amor: seu melhor amigo, um modelo perigoso ou um fotógrafo que a deixa de pernas bambas?Com um enredo romântico, cheio de humor, pitadas de mistério e uma vasta invasão ao mundo da moda. Mannequim promete apaixonar os leitores, com seus personagens irresistíveis.

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 O autor

 Marcelo Lima é administrador do blog literário Gossinp. Divide seu tempo em estudar, ler e escrever. Ama cinema, principalmente as comédias românticas.

















O que achei?

Todo mundo que me acompanha sabe que eu não sou lá muito fã de literatura nacional. Porém, eu me pus uma meta esse ano de ler, pelo menos, dez livros nacionais. O livro numero 1 foi exatamente a obra de estreia de Marcelo Lima, Mannequim, romance com uma pinta de clichê e comédia.


Nos anos oitenta a palavra Mannequim era moda. Ninguém chamava uma garota que desfilava de modelo, e sim de mannequim. E o livro fala exatamente disso, de moda, com nuances e pitadas de indiretas sobre a vida das ditas modelos.


Anne Sophie Wood é uma jovem que decide correr atrás de um objetivo. Para isso ela se candidata num concurso que é patrocinado exatamente pela agência de modelos mais famosa: Mannequim. Já de cara, somos apresentados a ela, focada em "chegar lá", ser alguém. Porém, logo a moça aparenta ser desviada do foco, já que cai numa teia de romance... três homens perfeitos estão apaixonados por ela.


É exatamente aqui que senti que a história correu demais, sem realmente ter o conteudo necessário para dar ênfase ao objetivo. Vejam bem, sou da turma que acredita que amor se constroi, dia apos dia, com erros e acertos. Tirando Jim (esse sim, tinha base para amá-la), os outros personagens são rápidos demais em se apaixonar pela moça. Ficou meio ilogico, ireal. Ainda mais se tratando de Noah, descrito como um personagem completamente lindo, o mais importante modelo da agência, alguém que - teoricamente - tem qualquer mulher aos pés, se atirando sob uma garota que acabou de conhecer e que havia soltado pelo menos duas patadas certeiras nele? Hum, não colou pra mim.

 Achei Anne vazia. Em contrapartida, adorei Stacy. 

Stacy é a vilã que tenta roubar os holofotes. Lembrou muito Mandy, do desenho Três Espiãs Demais. A primeira aparição dela foi jogando suco de franboesa na blusa da Anne, tudo por acidente, claro. 

As tiradas dela são ótimas:

"Espero que você tenha uma noite insuportável, amiga"

"Eu sei que a minha beleza é cativante"

 Ou seja, ela se acha, e ainda arma tentando destruir a outra. Como minha simpatia pela Anne foi nula, eu ficava torcendo o tempo todo para ela conseguir. 

Aliás, Stacy roubou a cena. Ela grita, ela manipula, ela é cômica, ela é louca. Stacy pra mim foi o nome do livro, fiquei encantada pela personagem. E se o autor me permite dizer, claramente a construção dela foi mais bem planejada e formada que a da propria protagonista.

 Então, se eu recomendo o livro? Ah, sim. Recomendo. Pela vilã demoniaca, pelas suas frases que nos fazem gargalhar, pela sua falsidade e sua maldade. O livro tem uma dinamica mais firme quando Stacy dá as caras, então eu posso afirmar que realmente gostei da obra.


sábado, 16 de fevereiro de 2013

Resenha - O Pacifista, John Boyne



No dicionario, a palavra pacifista significa: Atitude e/ou pessoas que aderem à paz, pacífico, do bem.

No maravilhoso livro de John Boyne, o pacifista foi um rapaz sonhador, que se recusou a aderir a maldade da guerra, que mesmo em meio as balas e trapaças de ambos os exércitos, se manteve firme e convicto aos valores que tinha.

Mas, apenas declarar isso não explica em nada a magnitude do livro. Poucas vezes chorei tanto lendo, poucas vezes letras me comoveram de tanta formas diferentes, me fizeram pensar e repensar a condição humana e a sua forma de encarar as circustâncias. Quando cheguei na última página, meus olhos já estavam nublados pelas lágrimas e eu havia perdido a capacidade de explicar tudo o que me encantou na obra.

Bom, vamos de começo. Sou fushoji, assumida, desde os 12 anos. Então, obviamente, eu sou uma consumidora de material BL. Assim, quando eu soube do lançamento deste livro, me desesperei. Precisava tê-lo, e fui igual louca atrás de promoções e tal. Consegui comprá-lo pelo submarino, e enchi ele de beijos quando o recebi em casa.

Porém, demorei a lê-lo, sempre querendo achar o momento perfeito. E foi no carnaval que encontrei. Afinal, dias em casa em que eu poderia ler com calma, devorar cada silaba e ir atrás de referencias para entender ainda mais a história.

E que espetáculo! Primeira Grande Guerra, com todo o seu requinte de crueldade e maldade humana.
E a história? Tristan, um jovem soldado, volta da guerra completamente amargurado e depressivo. Traz consigo um segredo envolvendo seu melhor amigo, Will, que foi morto pelos próprios companheiros por ser se recusar a pegar em armas.

A historia começa com Tristan indo de encontro a espevitada irmã de Will, afim de lhe entregar as cartas do irmão. Em fashbacks vemos o relacionamento dos dois sendo desenvolvido, inicialmente pela amizade franca e sincera, e após pela paixão avassaladora, proibida e não desejada.

Ao contrário de Tristan, que era gay assumido (pelo menos pra si), Will estava confuso e afligido com sua condição. As cenas de discussão e brigas entre eles eram... até românticas. É, eu sei que você vai pensar que fiquei louca, mas... me lembrou muito mangas japoneses que já li.

Pessoas não acostumadas a relação homoafetiva podiam se chocar com as ações de Will, mas a cena final de ambos, com o rapaz chamando o nome de Tristan deixou claro que havia sim ali muito sentimento. Eu sei que ele chamou Tristan, muito mais pelo choque do que por sentimento, mas... minha alma romantica insiste em ver outra coisa.
 
Tristan, contudo, acredito não ter conseguido captar isso. Sua vida, até, havia sido apenas de renuncia e tristeza. Expulso de casa pelo pai quando este descobriu que o filho era gay, traido pelo melhor amigo, o rapaz nada tinha de esperança até conhecer Will. Aliás, a relação dele com o pai é outro ponto comovente: sua ultima frase para o filho, antes dele embarcar para a guerra me fez derramar lágrimas:


“Seria melhor para todos nós se os alemães matassem você de cara”.


Tristan é um personagem muito triste, dolorido. Wil se tornou, sem sombra de duvidas, a alegria de sua alma, mesmo que ele também o fizesse sofrer.

O Pacifista é um livro único, uma joia especial, acho que só não consegue ser superior a Salto Mortal, no âmbito de relações homoafetivas.
Indico para sempre.