quarta-feira, 13 de maio de 2015

Resenha - A Última Festa - Lorena Miyuki

A Última Festa - Lorena Miyuki
Sinopse
A Última Festa - Essa é a última festa do ensino médio. Todo mundo parece desesperado para se livrar dessa etapa da vida, mas alguns só querem criar boas memórias.

Pense em alguma coisa que quisesse fazer agora que, por alguma razão muito besta, você está se impedindo de fazer.
Qualquer coisa.

Qualquer coisa que não soe estúpida.


Qualquer coisa que soe verdadeira.


Onde comprar - http://amzn.to/1JIQ3fH

A Autora

Sob a alcunha de Lorena Miyuki, essa mineira nascida nos anos 80 trabalha ensinando e vive aprendendo. Entusiasta de cultura alternativa, queer e fantástica, escreve desde a infância, integrando comunidades de desafios (Laundry Service) e grupos de discussão (Crítica Literária) em diversos sites. Participou da coletânea “A Fantástica Literatura Queer”, possui alguns romances escondidos no armário e outros auto-publicados, além de e-contos disponíveis na Amazon. É redatora e administradora do site Marcado com Letras desde 2010, trabalhando na divulgação de literatura colorida e na composição de resenhas literárias, cinematográficas e culturais em geral. O site também funciona como arquivamento e distribuição gratuita de textos escritos pela própria e exposição de obras de autores selecionados.




E o que a Josy achou????


Quando baixei o livro na Amazon, disse a Lorena que faria uma resenha sobre a sua obra.

Conforme fui lendo, vi que a tarefa era árdua. 


A Última Festa, de Lorena Miyuki, apesar de breve, apenas 37 páginas, consegue atingir aquele ponto que causa a comoção. Porque o livro reflete a cada um de nós, especialmente aqueles que já passaram pela adolescência e que conseguem lembrar-se com saudosismo de um tempo em que tudo era sentido com uma intensidade chocante.


Conforme fui lendo, reagia como se a autora tivesse me conhecido aos dezessete anos, e que toda aquela festa se desenrolava nas inúmeras que vivi. 


É um livro doce e delicado. Trata da homossexualidade com a mesma delicadeza e gentileza que trata da juventude. É um retrato bem montado, bem articulado e bem expressado .


A história gira em torno de Marco, um adolescente que vê, na sua última festa de escola, seu namorado em segredo, ignorá-lo. Podia ser uma situação comum, não fosse o fato de que, Eduardo, o namorado, havia prometido que naquela festa eles iriam se assumir perante os colegas.


Ao ser rejeitado, mais uma vez, Marco se vê, durante o evento, próximo de Arthur, um carinha estranho a quem ninguém sequer dava atenção. 


A naturalidade das conversas, a forma como ambos expressam seus sentimentos enquanto escutam música, a realidade imperfeita dos personagens, enfim... tudo progrediu para o livro ser fabuloso.


Trinta e sete páginas, ao meu ver, não poderiam conter uma obra tão intensa e profunda. Ledo engano. Lorena deu show.


domingo, 10 de maio de 2015

Inspirações...



Diante do pedido da fofa da Mari Barauna, eu resolvi falar sobre as pessoas reais que me inspiraram na criação de Kinshi na Karada e Jiyuu na Karada. 

Bom, começando... a personalidade de todos os personagens vem de mim. São facetas da minha própria alma. Claro que eu não vivi as situações que os mesmos viveram, mas explorei, dentro de um contexto histórico, minhas prováveis reações diante do fato que eles vivenciaram.

Porém, eu precisava de pessoas para visualizar a imagem, o rosto, a voz. Não  me foquei num rosto único para o protagonista, mas nos demais, sim, eu usei artistas como base, para a criação dos avatares.

Então, é isso. Vamos lá:

Shiromiya:
Usei dois atores para construir a beleza de Shiro.

 Nino, do Arashi, pela doçura e por ser pequenino, bonitinho e fofo.
 


 
















E Hamao, da Serie Takumi-kun para a beleza capaz de tontear qualquer vidente.

 

Ryo Satoshi.
Usei a imagem mental de Ohno, em 2008, quando interpretou em Maou um advogado em busca de vingança.


O fato de Nino e Ohno... enfim... vocês sabem... ajudou bastante ♥


 

Aiko Morita
Aiko foi construído depois que vi a imagem abaixo de Masaki Aiba, que até usei como capa do cap no face ♥



Jiro Saito.
E lá bem a surpresa... kkkk... Todo mundo acredita que usei Matsumoto Jun, e de fato, muitas vezes foi ele que vi, enquanto escrevia. Mas, quem mais usei para a construção do físico do personagem foi o ator Baba Ryuma.



Miya:
A princesinha de Jiyuu na Karada teve sua inspiração de traços na atriz Mana Ashida, porque sempre achei ela com uma carinha de travessa rsrrss


Shin Sakamoto
Meu favorito. De longe. Minha criação máxima. E minha inspiração, não podia ser outra: Sho
Até porque Sho é conhecido pela personalidade difícil, assim como meu personagem. E adoro o fato de que ele não tenta puxar o saco de ninguém. Ele é livre. 


E aí, surpresos?
O que acharam?

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Tag: O Que Diz O Livro?

Primeira postagem de 2015 faz parte de uma brincadeira que a Catalina Terrassa me passou.
Então, vamos lá:

Vamos começar:

1 - Vá até sua estante e escolha aleatoriamente uma das prateleiras. Agora, conte da esquerda para a direita o número de livros correspondentes ao mês do seu aniversário. Qual a obra selecionada?
O livro que está na base é o que estou lendo no momento.


2 - Abra o livro na página que corresponde ao dia do seu aniversário e a fotografe.
Dia 29/01 - pagina 291


3 - Leia a última frase da página e diga o que ela tem a ver com você.

"Depois, vão voltar para casa, para seu Papa e para mim." -  
Não tem nada rsrsrs



4 - O que você acha da capa do livro?

Maravilhosa.
5 - Se for um livro que você já leu, resuma em um páragrafo a história da obra. Caso contrário, quais são suas expectativas em relação ao enredo. Por que o comprou?

Estou lendo e é maravilhoso. A história de uma mãe indiferente as filhas, que adultas sofrem por insegurança por não terem tido o apoio materno. O tempo passa e após a morte do pai delas, descobre o que por trás a mãe escondia delas. Tocante e comovente.

6 - Escolha uma música que você acha que se parece com o livro.

Sinceramente, nenhuma.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Kinshi na Karada - Grátis na Amazon

Na Amazon - http://bit.ly/1oeCsnN
Adicione no Skoob - http://bit.ly/1rcmm1N



Japão, 2º Guerra Mundial.

Apesar do começo promissor, o exército japonês, um dos mais bem armados e fortes de sua época, viu-se acuado, pronto para a derrota. Na terra do Imperador, o medo parecia acompanhar, como um guardião, cada habitante do país. Nas ruas, a Kempeitai – Corpo de Soldados da Lei – impunha sua vontade com brutalidade e até a morte.

O Japão iniciava a década de 40 dividido entre a esperança e o medo dos dias vindouros.
Shiromiya Kazue cresceu nas ruas, órfão, acompanhado do irmão que o vendia a troco de arroz. Desde pequeno, sua aparência feminina contribuía para que o preço de sua carne fosse o bastante para que ambos pudessem sobreviver aos dias cruéis. Porém, num ambiente em que sobravam pessoas famintas e faltava dinheiro, ser jovem e bonito já não mais bastava. Foi assim que ele precisou se transformar em mulher.
Ryo era um poderoso comerciante, dono de uma frota de barcos pesqueiros. Viveu o período turbulento com relativa calma. Comprava a paz que necessitava, assim como o corpo daquelas com quem queria se deitar. Mas a vida ainda haveria de ensinar-lhe que, nem sempre, o coração de alguém está à venda e nem tudo é o que parece.

Kazue e Ryo se cruzam num momento difícil de suas vidas e não sabem o que fazer perante o que entre eles surge. Como Kazue, acostumado à dor e ao abuso, poderia entregar o coração a alguém que o via apenas como mercadoria? E como Ryo poderia amar um homem?
Kinshi na Karada pode ser traduzido como o Corpo Proibido para o português, e a história retrata a sociedade japonesa na primeira metade da década de 40.
A honra e a vergonha se cruzam, mostrando o que, de fato, existe em cada um de nós, humanos.

ATENÇÃO - Livro com conteúdo adulto.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Resenha - Transmutados: O Desconhecido

Quando Luisa Lima descobre que existe alguém que nasceu para pertencer a ela, não pensa duas vezes em fazer as malas e ir atrás do que parece ser o amor perfeito. 

Quando completa dezoito anos recebe um presente: o dom de ouvir os pensamentos alheios. Como se isso já não fosse o suficiente complicado, ainda descobre possuir a habilidade de se “desprender” do próprio corpo e mover-se a qualquer lugar, na velocidade da luz, apenas como energia, como espírito. Confusa com seus poderes, Luisa, tem a sorte de conhecer quatro jovens dispostos a explicar e a levá-la ao complicado mundo dos Transmutados. É quando descobre que todo Transmutado nasce predestinado a um parceiro ideal, e, quando isso acontece com Luisa, ela segue em busca de sua “alma-gêmea”, fechando os olhos e ignorando todos os perigos que esse relacionamento pode causar.


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O que a Josy achou?

Apesar do foco do livro ser o sobrenatural poder que envolve alguns jovens, o grande talento de Vanessa Tourinho em seu livro de estreia TRANSMUTADOS, O DESCONHECIDO, é conseguir captar a essência de um bom romance sem perder o ritmo acelerado de um livro de aventura.

Narrado em primeira pessoa, conhecemos Luisa, uma jovem brasileira como muitas, que rala para estudar e ter uma casa. Porém, com um diferencial: ela é órfã e cresceu em um orfanato. Assim sendo, não tem muita base para se segurar. Essa insegurança mesclada com garra acompanha a protagonista dentro de um mundo de descobertas incríveis, como um poder telepático, um grupo de “diferentes” modernos chamados de GoodPowers e, especialmente, a descoberta de sua alma gêmea.

Apesar do poder de Luisa ser-nos apresentado um tanto de repente, a autora fundamenta tal dom em lendas egípcias e gregas. Ao longo do livro somos expostos a elas, enquanto as pontas vão sendo preenchidas. 

Ter fundamento é um dos pontos altos do livro. Porém, para mim, o melhor é a humanização da protagonista nas mãos de Vanessa. Luisa, ora disposta a cruzar o oceano atrás da sua alma gêmea, mostrando-se uma guerreira corajosa, ora com medo de simplesmente abrir o coração para a melhor amiga, consegue ser querida em vários momentos, e insuportavelmente sem tato em outros. Por ex: na chegada a Londres, sua acidez com a Maya – que se dispôs a viajar com ela – atirando na outra o fato de que a companheira ainda não havia tido A VISÃO (como eles chamam o estado que fica a mulher transmutada que encontra sua alma gêmea), foi algo quase imperdoável. Porém, se me deixarem chutar, diria que Luisa é do signo de Aquário, porque, como aquariana, eu sei bem o que é não saber controlar a boca, rsrsrs.

“Olhe, não tenho culpa por ter sofrido a Visão tão rapidamente. Não foi uma escolha minha. Aconteceu, O.K? Não desconte em mim sua mágoa!” – Pag 69.

O ponto negativo do livro não é bem um ponto negativo, apenas algo que para mim, Josy, fica estranho: Quase metade da ala masculina do livro se interessou por Luisa. Sim, eu sei... eu mesma já escrevi coisas do tipo (como em A Insígnia de Claymor), mas, como é intrigante tal situação quando estamos do outro lado do livro, como leitores. Então, incomoda, até porque Luisa não demonstrou em nenhum momento ser do tipo arrebatador. Ao contrário, era quase cega aos sentimentos que nutria pela sua alma gêmea. Aliás, achei os pretendentes maravilhosos. Adorei o bom humor de Joe e a garra de Daniel. Em contrapartida, Chris é um porre. 

A protagonista esbanjou infantilidade várias vezes, recusando-se a ouvir a família, o clã, que em vários momentos só queriam protegê-la. Mesmo assim, ela conseguiu segurar o livro, dar ritmo a ele, foi essencial nos momentos oportunos. E, juro, torci demais para que ela ficasse com Daniel. Simplesmente, como ela não vê que a cumplicidade ao lado do primeiro amor é bem mais intensa que esse sentimento sem base com a dita alma gêmea?


“Doente de amor. Blá, eu sei que é brega dizer isso, mas era como eu me sentia. Droga de amor bandido!”, pag 97.

As reviravoltas do livro são um show a parte. Quem não perdeu o ar em descobrir sobre o elo entre Tamara e Chris? Deu para visualizar a cena inteira! Mas, o que acontece com Mille... isso sim... isso choca.

Vanessa Tourinho parece ser o tipo de autora que não demorará muito em levantar em seus livros questões femininas que atazanam nossas vidas há séculos. Então, todo amor vale a pena? Até que ponto devemos estar dispostos a lutarmos pelo nosso parceiro ideal? E será que existe mesmo predestinados? Existe futuro numa relação não construída, surgida do acaso?



sexta-feira, 25 de julho de 2014

O Trabalho da minha vida - Kinshi na Karada

Japão, 2º Guerra Mundial.


Apesar do começo promissor, o exército japonês, um dos mais bem armados e fortes de sua época, viu-se acuado, pronto para a derrota. Na terra do Imperador, o medo parecia acompanhar, como um guardião, cada habitante do país. Nas ruas, a Kempeitai – Corpo de Soldados da Lei – impunha sua vontade com brutalidade e até a morte.

O Japão iniciava a década de 40 dividido entre a esperança e o medo dos dias vindouros.

Shiromiya Kazue cresceu nas ruas, órfão, acompanhado do irmão que o vendia a troco de arroz. Desde pequeno, sua aparência feminina contribuía para que o preço de sua carne fosse o bastante para que ambos pudessem sobreviver aos dias cruéis. Porém, num ambiente em que sobravam pessoas famintas e faltava dinheiro, ser jovem e bonito já não mais bastava. Foi assim que ele precisou se transformar em mulher.

Ryo era um poderoso comerciante, dono de uma frota de barcos pesqueiros. Viveu o período turbulento com relativa calma. Comprava a paz que necessitava, assim como o corpo daquelas com quem queria se deitar. Mas a vida ainda haveria de ensinar-lhe que, nem sempre, o coração de alguém está à venda e nem tudo é o que parece.

Kazue e Ryo se cruzam num momento difícil de suas vidas e não sabem o que fazer perante o que entre eles surge. Como Kazue, acostumado à dor e ao abuso, poderia entregar o coração a alguém que o via apenas como mercadoria? E como Ryo poderia amar um homem?

Kinshi na Karada pode ser traduzido como o Corpo Proibido para o português, e a história retrata a sociedade japonesa na primeira metade da década de 40.
A honra e a vergonha se cruzam, mostrando o que, de fato, existe em cada um de nós, humanos.



Lançamento 01/08/2014 - 



SEMANA DE LANÇAMENTO DE KINSHI NA KARADA 
NOTA DA AUTORA:


Todo escritor tem um texto especial. Uma ideia louca, aquele projeto na mente, algo que fica planejando por anos, aguardando o momento em que se sente preparado para tal. E então o coloca no papel (ou não), sentindo como se aquele texto fosse à exposição de toda a sua alma.

Kinshi na Karada ou, em português, O Corpo Proibido, é o meu texto especial. Comecei a pensar nele há alguns anos, quando li um spin-off da Melissa Araújo sobre uma judia presa em um campo de concentração. Durante toda a minha vida sonhei em escrever sobre a Segunda Guerra, amo o tema, mas sempre colocava esse projeto no fundo da mente, e o abandonava lá.

Não me sentia preparada, essa era a verdade...

No entanto, quando terminei Remissão, e li algumas resenhas na internet sobre o quanto os personagens eram humanos, percebi que havia chegado à hora. Minhas criações já conseguiam ser visualizadas sem restrições pelos leitores. Havia alcançado aquele ponto que todo autor sonha, que é de ter um grupo de leitores tão fieis que qualquer coisa escrita é objeto de desejo.

Então, em setembro de 2013 eu comecei a dedilhar as primeiras linhas de Kinshi.

Provavelmente, o texto tem um pouco de tudo que já escrevi, mas espero que exista um amadurecimento desde a última criação.

É uma obra de ficção. Todos os personagens são criações minhas, tirando, claro, aqueles históricos que provavelmente povoam os livros de história do mundo todo. Destes, tentei ao máximo ser fiel à personalidade conhecida, como a discrição de Hirohito e o orgulho de Hitler. Contudo, no geral, tudo faz parte da minha mente. Portanto, é fato dizer que nunca existiu uma casa Ai, nem que o Imperador japonês tinha um sobrinho tão amado, ou, ao menos, se teve não é o meu querido anti-herói Shin. Mesmo assim, faço questão de informar isso na nota para algum leitor distraído que possa vir a ler meu trabalho.

Por mais que, como escritora, eu tenha me esforçado ao máximo em respeitar momentos históricos, é natural que um leitor mais atento encontre pequenos erros durante a leitura. Lamento por eles. Entretanto, apesar do máximo esforço que fiz nessa obra, posso vir a cometer erros como qualquer humana.
No geral, Kinshi na Karada é minha alma transformada em linhas, letras, frases e capítulos. Não há como me doar mais do que o fiz durante o processo de construção do livro. Foi mais de um ano inteiro sem falhar um único dia de escrever, reler, corrigir, reescrever, pesquisar, chorar e amar.
As páginas a seguir é a manifestação de todo ser.
Kinshi na Karada conta a história de cinco amigos na fatídica sociedade japonesa dos anos 40. Os anos de guerra, capazes de converter o orgulho em profunda vergonha, e a prosperidade em desolação, também são capazes de mudar planos e reverter vidas.
Meu querido protagonista, o – numa linguagem atual – travesti Shiromiya é uma clara demonstração disso. De uma criança abusada, abandonada a própria sorte, vítima do destino e da maldade, ele percorre um caminho ao longo da vida que o leva a vencer a tudo, inclusive a si mesmo. Ele é a capacidade que todo ser humano tem de superar seus medos.
O amor de Aiko e Shin. Diferente, talvez até irritável. Mas, amor. O amor capaz de superar até o maior dos pecados da época. O racismo sempre andou junto com a sociedade. E ele sempre conseguiu ser um dos pontos humanos mais detestáveis e repugnantes.
A compaixão de Jiro, o sargento, de monstro a humano. Como alguém pode perdoar a si mesmo depois de servir em um campo de concentração?
E, por fim, o vidente Ryo. Aquele que via a tudo, mas não enxergava a si mesmo.
Eis um texto criado para questionar. Espero que cumpra seu papel.

Josiane Biancon da Veiga
Julho de 2014.
 

segunda-feira, 28 de abril de 2014

O amor e a guerra - O andamento de Kinshi na Karada



Quem acompanha a minha página do facebook sabe o andamento do meu próximo romance histórico - Kinshi na Karada (O Corpo Proibido em português). Costumo postar semanalmente prévias sobre a história, deixando claro seu andamento e tentando atiçar o espírito curioso de quem lê minhas obras.

Mas,  essa semana, ao chegar finalmente no ano fundamental da guerra (e do livro), 1945, eu decidi colocar um andamento mais consistente, para que todos saibam exatamente que tipo de história vou entregar aos meus leitores a partir de agosto/setembro.

Até então, o livro já foi entregue aos leitores betas de meu fórum fechado (o OL), e já teve mais de 10 mil visualizações.

Já possuo mais de 1.500 comentários, e essas análises prévias são o que está me impulsionando a prosseguir no texto.






Até então, publicamente, ainda não larguei a sinopse, mas o texto tem como base a sociedade japonesa nos anos 40. Do orgulho referente a sua soberania até a vergonha e a humilhação da derrota, o caminho percorrido nos cinco primeiros anos da década dá um vislumbre rápido de como a vaidade pode destruir.

E cinco também é o número de protagonistas. Cinco jovens, homens, cada qual com um papel fundamental nessa incursão ao pensamento imperialista que dominava a todos.

O protagonista principal será Shiromiya. Levei algum tempo para decidir esse nome. Queria algo que representasse totalmente o personagem. O nome foi a junção de dois pensamentos.
O primeiro, Shiro, que ao contrário do que pensa a maioria, não quer dizer "4º filho" mas Branco. Esse "branco" vem de "Shiroi". A importância dessa palavra vem do fato de que esse personagem é uma vítima da humanidade desde a infância. Abusado por pedófilos, vendido por comida desde pequeno, na juventude se torna uma gueixa masculina, dançarino de um bordel, alguém que em troca de alguns trocados vende a imagem e ilude com sentimentos sensuais aos homens. 

Mas, mesmo assim, ele não deixa de ser "branco" ou puro. Ele permanece firme, forte, uma fortaleza perante o tsunami que é sua vida.
A segunda parte do nome, Miya, vem de duas vertentes: o significado em si da palavra - esperança, fortalece o pensamento de que não importa o que aconteça, o personagem não se deixa abater. Ele, forte, sempre permanece com aquela esperança fundamental de que um dia encontrará a tão buscada felicidade; e também é uma homenagem ao meu sempre ídolo Ninomiya.Costumo homenageá-lo nos meus textos, e nesse não seria diferente.

Shiro é o ponto de partida do texto. Ele é a base para o encontro com os demais quatro personagens.
Ainda não me sinto pronta para falar dos outros quatro, mas posso adiantar que são:
-Um cortesão, o dono do bordel que Shiro trabalha.
-Um comerciante, melhor amigo do dono do bordel e de...
-O sobrinho de Hirohito, um membro da família Imperial, dono de uma personalidade difícil mas verdadeira.
-Um sargento do exército Imperial, membro da unidade 731, responsável por experimentos humanos na China. 


O livro já passa das 1.000 páginas, então provavelmente vou lançá-lo em dois volumes. O primeiro, contando a história de 1940 a 1944, seria disponível a partir agosto/setembro. Porém, ainda não tenho certeza disso. Meu interesse era de postar a história completa, pois acho que ela ficaria bastante maculada dividida. Ainda é algo a se pensar.


Sobre os eventos históricos:
Levei muito tempo pesquisando, mas, como humana, posso vir a cometer erros. Porém, no máximo possível, o texto segue a linha de cronologia e veracidade. Tirando uma ou outra alteração necessária para o contexto da ficção, a maioria das datas e eventos realmente aconteceu. Nesse ínterim, os protagonistas se mesclam com pessoas reais. Hitler e Hirohito fazem parte do texto, assim sendo, tentei manter ao máximo a fidelidade referente a ambos, dentro do contexto apresentado na maioria dos livros e biografias escritas. Porém, como personalidades polêmicas que foram, é bastante plausível que, alguns leitores, ao lerem a obra, possam não concordar com a ótica apresentada pela autora. Diante disso, só me resta um leve aceno com a cabeça e um dar de ombros.

No geral, estou me preparando para as críticas que com certeza virão. Não sei se já estou pronta para elas, pois pirei com algumas colocações sobre minha "defesa ao imperialismo americano e injustiça ao imperialismo japonês" durante a obra, mas estou tentando me preparar, respirar fundo e continuar. Adianto que não tomei qualquer partido ou lado durante o texto, apenas apresentei fatos. Mocinhos ou vilões, quem decide é o leitor.

No mais, a disposição,
Josiane Veiga