terça-feira, 2 de abril de 2013

Resenha: Menina Pastora Louca - Virgínia Cunha Barros






Sinopse
Menina Pastora Louca é um apelido que Laura Rosa recebe assim que decide conhecer todas as religiões possíveis para tentar se encaixar em alguma. Ela se mete com pessoas aparentemente gentis, mas começa a perceber que não é seguro confiar demais em ninguém. Nem em si mesma. "Todos estão jogando o seu joguinho aqui. Veja se ao menos dessa fase você consegue passar". 





 Autora
A escritora Virgínia Cunha Barros nasceu em São Luís - MA e atualmente vive em Belo Horizonte - MG, prestando serviço como corretora de redações.
Desde muito cedo teve o gosto pela literatura estimulado, sendo várias vezes reconhecida na escola como "leitora do mês" por frequentar muito a biblioteca e ler livros todos os dias. Através de coleções como Girassol e Vagalume, identificou-se várias vezes com os personagens de diversos autores brasileiros, como Ganymedes José, Stella Carr, Rosana Rios e Pedro Bandeira. Chegou a ler livros avançados para a idade, que contribuíram de certa forma para seu aprendizado, embora não tivesse maturidade para compreendê-los totalmente. Um exemplo é "Teleco, o coelhinho" de Murilo Rubião.
Aos oito anos de idade, começou seu primeiro "caderno de histórias" e ganhou uma máquina de escrever de brinquedo. Aos doze, foi incentivada a escrever poemas por professores e logo passou a criar personagens e histórias mais consistentes. Com o tempo decidiu reuni-las em cadernos e se encorajou a digitá-las e posteriormente editar seus próprios livros.



E o que a Josy achou?

2° Livro Nacional de 2013. E que bela surpresa, hem?

Já ouviu falar em Virgínia Cunha Barros? Provavelmente não. Ela é praticamente uma desconhecida dentro do mundo literário nacional, que cada vez mais tem espaço para propaganda e publicidade, e cada vez menos para talento.

E isso ela é. Ela é um talento puro, já lapidado, já pronto para ser descoberta e lido por todos. Sua narrativa é ácida, mas incrivelmente bem montada. A história inteira é impecável, e dá de dez a zero em muito livro internacional.

O preço pesa, afinal de contas, é clube de autores né? Mas por menos de dez reais você compra o ebook (eu li em ebook e foi ótimo, mesmo sem o papel, o texto é tão bom que no primeiro dia que peguei li 88 paginas em menos de uma hora!)

Há algum tempo eu havia lido a sinopse do seu livro do Clube de Autores e disse: “Caramba, algo original neste mar de mesmice?”. Levei um tempo, mas enfim consegui ler a obra. E, nossa, a sinopse era apenas uma das facetas de entrada do maravilhoso livro.

Menina Pastora Louca é uma história dividida em “partes” distintas, cada uma contando a história de uma personagem. Eu senti como se fossem vários contos, todos interligados pela ânsia e busca feminina de algo a que se agarrar. A fé e o medo do desconhecido é o tema central do livro. Mas, se engana se pensa que é uma história gospel. Aliás, o tom da autora é muito mais sarcástico e cru do que doce. Por mais que o texto não seja desrespeitoso, as escolhas baseadas em uma fé cega das personagens (especialmente a jovem grega nova-cristã Ariadne) beira a loucura.

Ariadne entra em cena narrando à história de uma mulher na Roma antiga. O machismo se mescla com a trajetória de alguém que busca paz interior, mas se vê confrontada com o medo da perseguição e da punição.  O encontro da jovem grega com Paulo de Tarso é de arrepiar. Fascinada por ele, logo ela precisa anunciar o mundo tudo que conheceu, causando nela e em seu ambiente uma mudança brusca. Ariadne sai de casa, carregando a serva Sofia consigo, pronta para anunciar ao mundo as boas novas. Porém, o que ela recebe é medo e perseguição, afinal de contas, a moça se converte ao cristianismo praticamente na mesma época que Nero declara a morte aos cristãos. 

“O que doía mais era ver a criança. Não devia ter nem dez anos de idade. A violência dos soldados não distinguia mulheres, crianças, nem deficientes físicos, se houvesse algum ali.” Pag 104.


Bônus especial para a emocionante cena em que, pela primeira vez, ela percebe que era má com Sofia, sua pobre serva. Dividir o pão, e as boas novas com a pobre menina órfã foi uma das cenas mais lindas do livro.

“Jesus faz os olhos do cego se abrirem, faz o aleijado andar, e o surdo escutar. Mas o maior milagre é mudar o coração das pessoas.” Pag 72.


Sofia, na segunda fase do livro, recebe a mesma importância que Ariadne. Aliás, como não? A fé que ela teve era muito mais racional que a de sua senhora, mas não menos corajosa e autentica. Sofia conseguiu evangelizar com muita força de vontade. Vem dela também uma leitura histórica do que aconteceu com os apóstolos após Atos. Impressionante os momentos históricos que eu conhecia de forma superficial sendo narrados por uma menina que, ora temerosa, ora corajosa, tinha muito a demonstrar.

Assim que decide se tornar uma embaixadora da verdade, Sofia recebe a companhia do irmão de sua senhora: Percival. O personagem, novo cristão, está na viagem mais por Sofia do que pela mensagem. Ele foi covarde e racional a maior parte do tempo, mas quando a coisa ficou preta mesmo, ele tomou uma posição e protegeu a amiga. 

O relacionamento deles transita entre um amor fraterno e talvez algo mais forte, mas acredito que muito da paixão brotada foi abafada pelas diferenças. Apesar de novo na fé, Percival respeitava a todos os credos, diferente de Sofia, que de tão obcecada em sua religião, não conseguia ver humanidade em ninguém que seguia outra doutrina. Talvez a exceção foi a doce Isis, que a conquistou, assim como todos os leitores. Mas ambos conseguem conviver, chegam a um consenso e ainda produzem fruto (quem lê, entenda..kkk)

Laura Rosa é a personagem principal (se é que pode se considerá-la assim). A personagem é louca. Sim, completamente louca. Mas, uma loucura atiçada pelo lixo de mundo que a cerca, incapaz de lhe dar respostas que tanto anseia. Identifiquei-me muito com ela, completamente cansada e estafada de tanta coisa, buscando na solidão e nos livros a paz que tanto tenta achar. Nesse ínterim de incertezas, a garota é visitada por uma dupla de testemunhas de Jeova, que começam um curso bíblico com ela. Ah, aqui entra as tiradas inteligentes da autora, mostrando que nas pouca vezes que Laura queria ler as Escrituras, era “direcionada” apenas onde interessava aos catequistas, etc. 

Muitas pessoas odeiam a Bíblia porque conhecem dela apenas trechos isolados. Porém, quando realmente estudamos, ficamos fascinados. Por favor, não me entendam mal, não falo de crer. Tenho convicção que o próprio Deus aceita sua fé ou a falta dela. O livre arbítrio é um dom maravilhoso e ninguém precisa crer em nada nesse mundo, mas a simples menção histórica da Bíblia já é magnifica.

Voltando ao livro, percebi que Laura Rosa também foi “induzida” a algumas coisas. No estudo com os TJ ela é confrontada com a frase de que Jesus não é Deus. Porém na Bíblia, ao adorá-lo, Thomé o chama de Deus: “Senhor meu e Deus meu. Jo 20,19-31” Dizem que ele só fala isso por estar surpreso(um sinal de exclamação), mas os judeus jamais exclamavam o nome de Deus em vão. 

Tão logo Laura começa a estudar a história Biblica, tão logo ela percebe o comércio por trás.

“Pareciam querer mais vender Jesus, como verdura do dia.” Pag. 54

Esses pequenos buracos a fizeram ir atrás de mais. Pouco depois ela conhece um rapaz evangélico, e se reúne ao seu grupo para mais estudo. Ela acaba conhecendo uma daquelas igrejas vibrantes, que a seduz imediatamente. A casca bonita consegue dominá-la de tal forma que ela, sempre tão desconfiada com a intenção dos pastores, se vê dizendo a si mesma que num próximo culto levaria todo o seu dinheiro para dar de dizimo. Porém, não por muito tempo. A cada igreja nova que conhecia, conhecia ainda mais alienação e manipulação, percebia mais a diferença religiosa (que exclui) do Cristo que “morreu perdoando quem o matou” (pag. 161).

As tiradas sobre o que ela ouvia no grupo católico sobre Maria me fizeram gargalhar.

“Maria é a esposa do Espírito Santo!”
“E quem casou os dois?”
(pag 170)

E a coragem dela em enfrentar os crentes que difamavam os espiritas:

“A doutrina espírita foi fundada por Allan Kardec, no século 19! Como é que a Bíblia pode condenar uma coisa que nem existia quando foi escrita?”
(Pag. 207).

A autora foi genial nas comparações. Ela pega praticamente todos os versos bíblicos que falam sobre espiritismo e faz perguntas referindo-se a tradução. Vejam bem, a autora não defende o espiritismo, apenas indaga os motivos para tanto ódio por parte do cristianismo. 

Menina Pastora Louca traz mais perguntas que respostas, fazendo pensar. E também traz a loucura da protagonista vindo aos pontos, andando vagarosamente até nossa face... Francamente, a gente nem percebe quando a protagonista se torna alguém demente.

Além das religiões tradicionais, Laura Rosa também estudou o espiritismo e algo relacionado a sonhos (NUNCA TINHA OUVIDO FALAR). Com os olhos, aliás, bastante crédulos, afinal de contas à mãe era espirita e ela não tinha um relacionamento exemplar com a genitora.

Nessa fase do livro, algumas coisas são elucidadas, e sinceramente, fiquei muito surpreendida. A autora conseguiu uma reviravolta de me fazer abrir a boca, pasma.

Algumas pessoas podem ficar confusas com a linguagem liberal da Virginia quando narra os eventos do passado, mas ela se assemelha muito a Scliar no livro “A mulher que escreveu a Bíblia”. 

Bom, de suma sobre o livro é: É o melhor livro que já li em anos. De verdade. E olha que os livros que andei lendo ultimamente foram livros de Marion Z. Bradley, Markus Zusak e John Boyne. Virginia é de um talento que precisa de mais espaço e de leitores (não fundamentalistas... muitos ficariam horrorizados com as perguntas que ela faz).

Enfim, para mim nota máxima para o livro. Não tenho NENHUM ponto negativo a destacar ou mencionar. Obra magnifica do começo ao fim.



sexta-feira, 22 de março de 2013

Book Tour Mannequim - Resenha

 Sinopse

Tudo parecia perfeito na vida de Anne Sophie Wood após ser selecionada para o concurso mais famoso de Nova Iorque: A garota Mannequim. Porém a garota nem imagina que sua ex melhor amiga Stacy Donavan é uma de suas concorrentes, além de ter a difícil decisão de escolher quem será o seu verdadeiro amor: seu melhor amigo, um modelo perigoso ou um fotógrafo que a deixa de pernas bambas?Com um enredo romântico, cheio de humor, pitadas de mistério e uma vasta invasão ao mundo da moda. Mannequim promete apaixonar os leitores, com seus personagens irresistíveis.

Skoob:  
Facebook
Compre



 O autor

 Marcelo Lima é administrador do blog literário Gossinp. Divide seu tempo em estudar, ler e escrever. Ama cinema, principalmente as comédias românticas.

















O que achei?

Todo mundo que me acompanha sabe que eu não sou lá muito fã de literatura nacional. Porém, eu me pus uma meta esse ano de ler, pelo menos, dez livros nacionais. O livro numero 1 foi exatamente a obra de estreia de Marcelo Lima, Mannequim, romance com uma pinta de clichê e comédia.


Nos anos oitenta a palavra Mannequim era moda. Ninguém chamava uma garota que desfilava de modelo, e sim de mannequim. E o livro fala exatamente disso, de moda, com nuances e pitadas de indiretas sobre a vida das ditas modelos.


Anne Sophie Wood é uma jovem que decide correr atrás de um objetivo. Para isso ela se candidata num concurso que é patrocinado exatamente pela agência de modelos mais famosa: Mannequim. Já de cara, somos apresentados a ela, focada em "chegar lá", ser alguém. Porém, logo a moça aparenta ser desviada do foco, já que cai numa teia de romance... três homens perfeitos estão apaixonados por ela.


É exatamente aqui que senti que a história correu demais, sem realmente ter o conteudo necessário para dar ênfase ao objetivo. Vejam bem, sou da turma que acredita que amor se constroi, dia apos dia, com erros e acertos. Tirando Jim (esse sim, tinha base para amá-la), os outros personagens são rápidos demais em se apaixonar pela moça. Ficou meio ilogico, ireal. Ainda mais se tratando de Noah, descrito como um personagem completamente lindo, o mais importante modelo da agência, alguém que - teoricamente - tem qualquer mulher aos pés, se atirando sob uma garota que acabou de conhecer e que havia soltado pelo menos duas patadas certeiras nele? Hum, não colou pra mim.

 Achei Anne vazia. Em contrapartida, adorei Stacy. 

Stacy é a vilã que tenta roubar os holofotes. Lembrou muito Mandy, do desenho Três Espiãs Demais. A primeira aparição dela foi jogando suco de franboesa na blusa da Anne, tudo por acidente, claro. 

As tiradas dela são ótimas:

"Espero que você tenha uma noite insuportável, amiga"

"Eu sei que a minha beleza é cativante"

 Ou seja, ela se acha, e ainda arma tentando destruir a outra. Como minha simpatia pela Anne foi nula, eu ficava torcendo o tempo todo para ela conseguir. 

Aliás, Stacy roubou a cena. Ela grita, ela manipula, ela é cômica, ela é louca. Stacy pra mim foi o nome do livro, fiquei encantada pela personagem. E se o autor me permite dizer, claramente a construção dela foi mais bem planejada e formada que a da propria protagonista.

 Então, se eu recomendo o livro? Ah, sim. Recomendo. Pela vilã demoniaca, pelas suas frases que nos fazem gargalhar, pela sua falsidade e sua maldade. O livro tem uma dinamica mais firme quando Stacy dá as caras, então eu posso afirmar que realmente gostei da obra.


sábado, 16 de fevereiro de 2013

Resenha - O Pacifista, John Boyne



No dicionario, a palavra pacifista significa: Atitude e/ou pessoas que aderem à paz, pacífico, do bem.

No maravilhoso livro de John Boyne, o pacifista foi um rapaz sonhador, que se recusou a aderir a maldade da guerra, que mesmo em meio as balas e trapaças de ambos os exércitos, se manteve firme e convicto aos valores que tinha.

Mas, apenas declarar isso não explica em nada a magnitude do livro. Poucas vezes chorei tanto lendo, poucas vezes letras me comoveram de tanta formas diferentes, me fizeram pensar e repensar a condição humana e a sua forma de encarar as circustâncias. Quando cheguei na última página, meus olhos já estavam nublados pelas lágrimas e eu havia perdido a capacidade de explicar tudo o que me encantou na obra.

Bom, vamos de começo. Sou fushoji, assumida, desde os 12 anos. Então, obviamente, eu sou uma consumidora de material BL. Assim, quando eu soube do lançamento deste livro, me desesperei. Precisava tê-lo, e fui igual louca atrás de promoções e tal. Consegui comprá-lo pelo submarino, e enchi ele de beijos quando o recebi em casa.

Porém, demorei a lê-lo, sempre querendo achar o momento perfeito. E foi no carnaval que encontrei. Afinal, dias em casa em que eu poderia ler com calma, devorar cada silaba e ir atrás de referencias para entender ainda mais a história.

E que espetáculo! Primeira Grande Guerra, com todo o seu requinte de crueldade e maldade humana.
E a história? Tristan, um jovem soldado, volta da guerra completamente amargurado e depressivo. Traz consigo um segredo envolvendo seu melhor amigo, Will, que foi morto pelos próprios companheiros por ser se recusar a pegar em armas.

A historia começa com Tristan indo de encontro a espevitada irmã de Will, afim de lhe entregar as cartas do irmão. Em fashbacks vemos o relacionamento dos dois sendo desenvolvido, inicialmente pela amizade franca e sincera, e após pela paixão avassaladora, proibida e não desejada.

Ao contrário de Tristan, que era gay assumido (pelo menos pra si), Will estava confuso e afligido com sua condição. As cenas de discussão e brigas entre eles eram... até românticas. É, eu sei que você vai pensar que fiquei louca, mas... me lembrou muito mangas japoneses que já li.

Pessoas não acostumadas a relação homoafetiva podiam se chocar com as ações de Will, mas a cena final de ambos, com o rapaz chamando o nome de Tristan deixou claro que havia sim ali muito sentimento. Eu sei que ele chamou Tristan, muito mais pelo choque do que por sentimento, mas... minha alma romantica insiste em ver outra coisa.
 
Tristan, contudo, acredito não ter conseguido captar isso. Sua vida, até, havia sido apenas de renuncia e tristeza. Expulso de casa pelo pai quando este descobriu que o filho era gay, traido pelo melhor amigo, o rapaz nada tinha de esperança até conhecer Will. Aliás, a relação dele com o pai é outro ponto comovente: sua ultima frase para o filho, antes dele embarcar para a guerra me fez derramar lágrimas:


“Seria melhor para todos nós se os alemães matassem você de cara”.


Tristan é um personagem muito triste, dolorido. Wil se tornou, sem sombra de duvidas, a alegria de sua alma, mesmo que ele também o fizesse sofrer.

O Pacifista é um livro único, uma joia especial, acho que só não consegue ser superior a Salto Mortal, no âmbito de relações homoafetivas.
Indico para sempre.


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Resenha - As Boas Mulheres da China - Xinran

As Boas Mulheres da China - Xinran

A jornalista Xinran coletou inúmeros relatos sobre a vida da mulher chinesa contemporânea durante os oito anos em que comando o programa de rádio "Palavras na brisa noturna", entre 1989 e 1997. Mostra a história de mulheres onde predomina a memória da humilhação e do abandono: casamentos forçados, estupros, desilusões amorosas, miséria e preconceito.



Uma das minhas promessas de 2013 foi ler livros nacionais. Porém, parece que a literatura de fora me chama, me puxa, e não tem jeito. Foi assim com As Boas Mulheres da China. Estava no facebook, e uma amiga posta algo sobre esse livro. "Pérola desconhecida" foi como ela citou. De cara a sinopse já me chamou a atenção e fui pro submarino atrás dele. O preço me assustou um pouco (especialmente por ser um livro bem pequeno), mas no Estante Virtual eu consegui por um preço melhorzinho. E não deu outra, assim que ele chegou nas minhas mãos, o coloquei na frente dos outros livros que estou lendo e pude desfrutar a obra.

As Boas Mulheres da China devia ser lido por toda mulher do mundo. É uma leitura rápida, mas comovente, onde você percebe exatamente o papel da mulher em uma sociedade comunista. Porém, existem relatos lá que poderiam ter ocorrido na casa ao lado, ou dentro da sua propria casa, aqui no Brasil. Eu costumo dizer que todos atiram pedras nos homens muçulmanos por tentar impor a burca a suas mulheres, mas ninguém critica o pai que obriga a filha a usar cabelão comprido ou saia longa no calor, por causa da religião. O machismo é o mesmo!

A jornalista Xinran levou muito tempo para escrevê-lo, especialmente porque teve que deixar a China para poder relatar o que lá acontecia. Pais violentando filhos, traição, preconceito sexual, enfim, são tantas histórias tristes, mas todas entrelaçadas no simbolismo da sexualidade.

Chorei lendo, e olha que não é tão fácil assim me comover. Porém, como não chorar com a menina que destruiu a propria saude apenas para poder ficar no hospital e não voltar pra casa, pois na mesma era violentada pelo pai com o aval da mãe? E como não se emocionar com a mulher que esperou pelo homem que amava por 45 anos para mais tarde reencontrá-lo com mulher e filhos?

As Boas Mulheres da China demonstra claramente o quanto a mulher é sensivel e sincera com seus sentimentos. Mesmo quando enganada, ela ou perdoa, ou é franca em dizer que não pode perdoar.

A mulher, nos últimos anos, vem conquistando um papel fundamental como profissional e ser humano, mas ainda existem sociedades extremamente machistas, onde ela é apenas uma reprodutora. As Boas Mulheres da China é um grito em relação a isso e um texto que precisa ser lido por todas as mulheres do mundo, as boas mulheres do mundo.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

As 10 metas - 1 já foi.

Meta cumprida - 9º Farei o bem a alguém.

Nem havia reparado, mas consegui cumprir a primeira das minhas metas de 2013. Bom, eu sempre faço algum tipo de trabalho voluntário e tal, então eu sabia que essa seria a mais fácil... mas, acabou vindo de forma diferente e bonita.


Segunda-feira, dia 28, eu exausta depois de um dia de trabalho, cheguei em casa e a dona Helena, minha mãe, me disse:
"Lá no bairro X tem uma cadeira de rodas que nós emprestamos e que a pessoa não precisa mais. Vamos lá buscar porque no bairro Y tem uma pessoa precisando".

Minha reação: fiquei PUTA.
Tava exausta, queria tomar banho, jantar e ir pra cama, mas vocês não conhecem a minha mãe, ela faz da tua vida um inferno se você não fazer o que ela pede... então, não deu outra né? Quase quebrei a parte da frente do carro caindo em vários buracos que tinham lá naquele bairro, quase arrebentei as costas erguendo a cadeira no porta-malas (ela tinha quase o dobro do peso da do meu padrasto) e enfim consegui, depois de mais sofrimento contra buracos, chegar no bairro Y.

A familia que recebeu a cadeira já esperava na porta, e a senhora de cerca de 90 anos que a usaria, chorou e orou em agradecimento.

E então, sei lá, senti que havia começado errado, reclamando pelo trabalho, quando na verdade eu que devia agradecer a Deus pela oportunidade de ajudar a alguém.

Costumo dizer que pessoas que fazem o bem e contam pros outros só querem se exibir, e acho que esse é um dos primeiros relatos que faço publicamente sobre meus trabalhos e tal... outros só foram feitos para amigos, para incentivá-los a também participar... Mas, como era uma das metas, eu tive que relatar aqui.

Não haverão mais relatos do tipo, desprezo esse tipo de atitude (fazer e ficar contando), e pelo mesmo motivo não postarei fotos sobre a entrega da cadeira.

Enfim, primeira meta - ok.
Restam 9


1º Perder pelo menos 10 quilos.
2º Terminar Remissão.
 3º Terminar O Pilar.
4º Conhecer um lugar em que nunca estive antes.
5º Vou estudar algo.
6º Eu vou conhecer qualquer uma das minhas lovers.

7° Vou ler pelo menos 10 livros nacionais.
8º Eu vou usar brincos.
9º Farei o bem a alguém.
10º Irei assistir a um jogo do Grêmio.
Bonus: Vou pintar o cabelo de vermelho.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Book Tour do Livro O Aniversário





Olá carinhos
Pois é, estou em um BookTour. Aliás, em vários. É uma meta ler mais nacionais, não? Então, quando eu soube que o autor estava lançando um livro meio aventura, meio drama, meio suspense, eu corri pra entrar.

Achei a sinopse muito interessante, e em breve eu estarei resenhando a obra aqui. Espero que curtam!


Para quem não aguenta esperar:

Blog do autor
Compre o livro


SINOPSE:
De repente, uma previsão – algo terrível poderia acontecer no dia da festa de aniversário dos 15 anos de Talita, como ela poderia evitar esta tragédia? Sente-se aliviada em saber que tudo não passou de um grande sonho. Mas, ao acordar identifica que este terrível pesadelo passa a se tornar realidade. Ela corre contra o tempo para anular sua festa, porém o seu destino encontra-se nas mãos da própria sorte. Um livro repleto de suspense e mistérios que irão tirar o fôlego do começo ao fim. Você está convidado para esta festa!





segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A Insígnia de Claymor - pela Modo Editora

Ontem a noite me foi entregue a versão final da capa do relançamento de A Insígnia de Claymor, pela Modo Editora:
É, eu sei, está linda, não?
Eu sinto que esse ano começou diferente, estou mais otimista com as coisas que possam acontecer nos meses futuro.
A Insígnia de Claymor será Re-lançada em junho, dia 10, pela Modo. Mais para frente, a Adriana Vargas estará com os livros da Bienal do RJ. Eu pretendo ir em eventos literarios no Sul, sempre que souber de algum.
Enfim, fico feliz que esteja tendo a chance de aproveitar mais os louros dessa vida de escritor - que não é tão fácil quanto parece. Cada escritor sabe que nossa vida social é um lixo, perdemos amizades simplesmente porque não podemos estar próximos, somos atacados com inspiração de madrugada e ficamos noites em claro, fora as tendinites, depressões, e todo o resto.
Mas, também há seu lado positivo.
Este ano eu encerro Remissão, e finalizo O Pilar.
O Pilar vou enviar para a Modo Editora avaliar, e Remissão será lançado via Clube de Autores.

Aproveitando, estou no Clube de Novos Autores.
Cliquem aqui.


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Novos projetos, 2013 vem aí!

Trechinho do livro ainda sendo escrito.


2012 se encerra com praticamente meus dois projetos mortos. Remissão, o último livro da saga Jishu, completamente parado no capítulo 27, e quase me matando de culpa. O Pilar, livro infanto-juvenil que pretendo lançar em 2013, também aos trancos, sem qualquer sinal de vida.

Como autora passei por muitas coisas. Tendinite, depressão, insônia, e tudo que qualquer pessoa que escreve sofre. Mas nada se compara as crises de falta de inspiração. E nada do que dizem por aí realmente funciona.

Não, caro leitor, não adianta ouvir música, ler outras obras, tentar “desestressar” ou tentar escrever frases soltas sem sentido. Quando você não consegue escrever, NÃO CONSEGUE. 

E nesse ínterim de inutilidade eu resolvi mudar algumas coisas na minha vida. A primeira delas foi transferir aos poucos meus livros do Clube de Autores para uma editora. O primeiro foi A Insígnia de Claymor para a Modo Editora. Com o tempo, farei o mesmo com os demais, talvez com outras editoras ou com a própria Modo, caso nosso relacionamento com Insígnia seja satisfatório para ambos os lados ^.^

2012 foi mais um ano que comecei cheia de projetos e só conclui poucos. Consegui minha carteira de habilitação, fiz uma viagem (horrível!) para Porto Alegre, consegui dar um basta na minha infeliz vida religiosa, cortei amizades que não me faziam bem, e vivi calma da forma que queria.

Porém, 2013 eu preciso de projetos novos, coisas que realmente me façam olhar para trás em dezembro e sinta orgulho do que realizei.

Bom, a Luciane Rangel escreveu um artigo falando sobre o último ano antes dos 30! Em janeiro entro nessa triste estatística do ultimo ano antes de me tornar uma trintona (é, eu tô em crise... Ohhh God! Whyyyyyy???????) e resolvi agora também criar uma listinha de coisas que eu preciso fazer.

A Lucy criou uma lista de 30 metas, eu não consigo tanto. Fiz uma com 10! Assim como Lucy, conforme vou realizando, vou postando aqui, Ok?


1º Perder pelo menos 10 quilos.

Pela minha altura, 5 quilos já está bom, mas eu quero 10 para ficar com meu peso dos 20 e poucos anos. Estou atualmente com 76 quilos, e 1,70 m. Quero chegar aos 66 kg que é meu peso ideal, onde não fico com o rosto parecendo uma caveira, e nem uma bolofa. Então, esse é meu primeiro projeto. Não será fácil. Eu engordei por causa de remédios, e minha primeira tentativa de parar de tomá-los foi um desastre, meu pulmão quase parou novamente. Então, terei que emagrecer TOMANDO as medicações.

2º Terminar Remissão.
Eu devo isso a todas as leitoras da saga, que criaram teorias, discussões, até a capa linda feita pela Gabriela Tavares já está pronta e eu nada. Então é uma ordem de mim para mim mesma. Terminar Remissão.

 3º Terminar O Pilar.
Eu sei que é estranho uma autora de conteúdo adulto querer tanto escrever algo para adolescentes, mas é um sonho meu fazer esse livro. Então, esse ano, nem que seja uma linha por dia, eu escreverei e terminarei o livro!

4º Conhecer um lugar em que nunca estive antes.
Não importa onde seja, eu vou conhecer um lugar novo. Pode ser durante alguma feira de livros, ou qualquer coisa do tipo, esse ano vou sair de Ijui nem que seja uma vez! (para quem não sabe, tenho fobia de viajar... Só falta eu morrer na viagem!).

5º Vou estudar algo.
Eu já tenho profissão, tenho um bom emprego e sou a preguiça em pessoa. Já prometi a mim mesma fazer um curso de qualquer coisa para aprender qualquer coisa nova e nunca começo. Esse ano farei!

6º Eu vou conhecer qualquer uma das minhas lovers.
Não importa qual, uma delas eu vou conhecer. Nem que seja um único dia, uma única tarde.

7° Vou ler pelo menos 10 livros nacionais.
Todo mundo sabe que eu só falo mal da literatura nacional, que quase todos os livros que já peguei nas mãos achei medíocres, mas... vou tentar queimar a língua. Prometo ler e resenhar pelo menos 10 livros! Para isso vou entrar em booktours, etc

8º Eu vou usar brincos.
Sim, eu não uso. Era alérgica quando criança e depois participei de uma igreja que condenava o uso de adornos. Eu sempre achei brincos algo bonito, mas nunca coloquei um. Este ano irei furar as orelhas.

9º Farei o bem a alguém.
Todo ano ajudo pessoas dentro das minhas possibilidades, mas em 2012 meu trabalho caiu muito. Talvez pela minha saúde etc, mas em 2012 não organizei recolhimento de alimentos ou brinquedos, etc.. tudo que fiz foi doações para a causa animal. Este ano tentarei ajudar alguém, mesmo que seja com pouco. 

10º Irei assistir a um jogo do Grêmio.
Sim, faz anos que não vejo meu time jogar... então, em 2013 vou ir em qualquer estádio que o Gremio estiver. 

Bonus: Vou pintar o cabelo de vermelho.
Vou pintar o cabelo dessa cor aqui: 
 

















Já comprei a tinta a meses e nunca tive coragem. Em 2013 vai!


Era isso povo, torçam por mim!